Meu propósito é incentivar e facilitar a circulação do conhecimento.

Sou jornalista por formação e trabalho com comunicação há quase 30 anos. Minha trajetória passa pela comunicação corporativa, planejamento estratégico, liderança de equipes, gestão de crises, acessibilidade digital, docência, consultoria, palestras e desenvolvimento de pessoas.
Essas experiências ampliaram minha forma de compreender a comunicação. Passei a observar também as condições em que as interações acontecem, considerando como informações circulam, quem consegue compreendê-las, quem participa das conversas, como decisões são construídas e comunicadas e que barreiras podem dificultar o trabalho, a colaboração e as relações.
Hoje, é a partir dessa perspectiva que desenvolvo meu trabalho com organizações, lideranças e equipes.
Comunicação como condição para que outras coisas aconteçam
A comunicação cria (ou compromete) as condições para que os resultados aconteçam. A forma como informações circulam, conversas são conduzidas, pessoas são ouvidas, decisões são comunicadas e experiências são planejadas influencia a capacidade das pessoas de compreender, participar, colaborar, aprender, decidir e construir confiança. Quando falo em comunicação produtiva, considero aquela que contribui para o propósito da interação, para algo que seja bom para as duas partes envolvidas. Dependendo da situação, isso pode significar mais clareza, favorecer a participação, reduzir ou eliminar barreiras, apoiar uma decisão, evitar retrabalho, tornar uma experiência mais acessível, facilitar uma conversa difícil ou criar melhores condições para a colaboração.
Minha forma de trabalhar
Desafios que nascem de contextos diversos pedem soluções diferentes. Por isso, antes de definir uma intervenção, procuro compreender o que está realmente acontecendo.
- Em que situações as dificuldades aparecem?
- Quais barreiras estão presentes?
- Como as pessoas interagem?
- Como informações e decisões circulam?
- Que práticas ou processos podem estar influenciando essas relações?
- Quais condições precisam ser criadas ou modificadas para que algo diferente possa acontecer?
A partir dessa leitura, são escolhidas as estratégias, metodologias, ferramentas e formatos mais adequados aos objetivos e à realidade de cada organização.
O trabalho pode envolver desenvolvimento de competências, revisão de práticas, processos, conteúdos ou experiências, além da combinação de diferentes estratégias. Procuro contribuir para que pessoas e organizações desenvolvam a capacidade de reconhecer barreiras, fazer escolhas mais conscientes e ajustar suas práticas ao longo do tempo.
Metodologias e ferramentas
Ao longo da minha trajetória, desenvolvi metodologias, ferramentas e atividades que ajudam a transformar conceitos em práticas aplicáveis ao cotidiano.
Entre elas está a CRIARTM, metodologia que organiza processos de aprendizagem e transformação em cinco movimentos:

Conscientização: perceber comportamentos, barreiras e seus impactos para compreender o que pode ser transformado.
Reeducação: questionar hábitos, ampliar repertórios e aprender novas formas de se comunicar e interagir.
Integração: criar condições para que diferentes pessoas possam participar, contribuir e colaborar nos processos de comunicação e de trabalho.
Avaliação: observar efeitos, aprendizados e barreiras para identificar avanços e possibilidades de evolução.
Ressignificação: ampliar a percepção sobre o papel da comunicação, reconhecendo sua capacidade de transformar relações, experiências e o próprio sentido atribuído ao trabalho.
O método CRIARTM faz parte de um repertório de metodologias e ferramentas que pode ser utilizado e adaptado de acordo com o contexto, os objetivos e as necessidades de cada trabalho.
Uma trajetória construída entre prática, estudo e investigação
Minha formação começou no Jornalismo (PUC Campinas) e foi ampliada por especializações em Marketing (INPG Business School), Administração da Comunicação com o Mercado (FGV) e Administração de Organizações do Terceiro Setor (FGV). Atualmente, aprofundo meus estudos sobre Saúde Mental e Qualidade de Vida no Trabalho (FIA) em uma nova pós-graduação.
A docência mantém viva uma dimensão importante do meu propósito, ligada à transformação do conhecimento em algo que possa circular, ser compreendido e utilizado por outras pessoas. Sou professora de cursos de extensão da ESPM e levo para a sala de aula reflexões e práticas relacionadas à comunicação no ambiente profissional.
Minha atuação com acessibilidade digital também ampliou esse olhar. Como coordenadora do Movimento Web para Todos, acompanho os desafios relacionados à participação das pessoas com deficiência no ambiente digital e participo de iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à disseminação de referências técnicas para acessibilidade.
Continuo estudando comunicação, liderança, inteligência emocional, neurociência, relações de trabalho, saúde mental, novas tecnologias e transformações sociais. Vejo esses temas como diferentes perspectivas para observar as condições que criamos para que pessoas possam compreender umas às outras, trabalhar juntas e participar da sociedade.
Uma investigação que continua
Pessoas, organizações, tecnologias e formas de trabalhar mudam. Por isso, considero o estudo permanente parte do meu trabalho.
Tenho convicções que orientam minha atuação e continuo colocando essas ideias em diálogo com novas pesquisas, experiências e perguntas. Sigo pesquisando, ouvindo gente, observando organizações, dando aulas e experimentando ferramentas.
Enquanto houver pessoas trabalhando juntas, haverá novos desafios sobre como compreender melhor umas às outras, colaborar com mais qualidade e construir ambientes onde seja possível realizar um bom trabalho sem abrir mão da humanidade e da saudabilidade.
É essa investigação que continua me movendo.
Conheça minhas frentes de atuação
Meu trabalho se organiza em três frentes principais. Desenvolvimento de lideranças, colaboração e comunicação nas equipes e comunicação inclusiva e acessível.
