
A comunicação eficaz ocorre quando falamos com clareza, mas principalmente quando escutamos de forma genuína e nos expressamos com empatia.
A escuta ativa e a fala empática são como dois lados da mesma moeda, ou seja, estão sempre juntas e são essenciais para construir relações mais respeitosas e produtivas.
Essas duas habilidades podem transformar sua forma de se comunicar. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas neste artigo.
Escuta ativa: muito além de ouvir
Escutar não é apenas esperar a sua vez de falar. Quantas vezes você já percebeu que sua preocupação no momento do diálogo era formular sua resposta ao invés de absorver o que o outro lado dizia?
A escuta ativa exige presença total, sem interrupções, julgamentos ou distrações.
Para praticá-la é preciso praticar a chamada atenção plena e se concentrar totalmente na pessoa que fala e no que ela está falando. Observe suas expressões, suas pausas, seu tom de voz. Ao longo da conversa, demonstre interesse com gestos e expressões.
Evite pensar na sua resposta enquanto a outra pessoa ainda fala. Sei que isso é difícil e que muitas vezes os pensamentos simplesmente surgem dentro de nossa mente e logo estamos prestando atenção a eles. O exercício é deixar esses pensamentos irem embora, não se prenda neles e volte conscientemente sua atenção à pessoa com quem está conversando.
E antes de dar sua opinião, certifique-se que entendeu tudo direitinho dizendo com suas palavras um resumo do que absorveu até o momento. Apesar de você estar falando neste momento, esta atitude ainda é parte do processo de escuta ativa.
Fala empática: como se expressar sem criar barreiras
Depois de escutar ativamente, chega a sua vez de falar. Mas como garantir que sua mensagem seja clara, cuidadosa e respeitosa?
A fala empática não tem a ver com evitar conversas difíceis, como muita gente imagina. Ela tem relação direta com a escolha de palavras e atitudes que transmitam seu pensamento sem desconsiderar o contexto e as referências da outra pessoa.
Algumas frases introdutórias que usamos com frequência podem criar barreiras e dificultar a conversa. Por exemplo:
“Desculpe pela minha sinceridade, mas preciso te falar…”
“Acho que você teria que…”
“Vou te ajudar a consertar a situação…”
Essas abordagens podem tornar a conversa mais emocional do que racional porque soam como algo impositivo, como se você explicitasse a incompetência da outra pessoa. Ninguém gosta disso, certo?
Ao invés disso, é possível apostar em alternativas mais empáticas, como:
“Entendo o que você está passando e me coloco à disposição pra encontrar juntos uma solução.”
“Isso tudo não deve mesmo estar sendo fácil pra você. Como acha que posso te ajudar?”
Assim como a escuta ativa vai além de apenas ouvir, falar empaticamente também não significa apenas falar. Às vezes, a pessoa precisa de um gesto de apoio, de um olhar compreensivo ou simplesmente de alguém que esteja ao lado a postos para ajudar.
Importante lembrar que a comunicação produtiva envolve esforço dos dois lados, exige consciência, atenção, intencionalidade e treino constante. É um novo hábito que está se formando.
E para começar a treinar desde já, observe suas interações e responda:
- Você realmente escutou ativamente?
- Sua fala gerou conexão ou defesa?
- Qual dos dois desafios você acha mais difícil, escutar ativamente ou falar com empatia?
Estas respostas já darão a você um bom ponto de partida. 😉
